Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Aquilo que mais prezo na vida é a Liberdade. Mas prezo e exijo essa liberdade não só para mim mas também para os outros. Mesmo quando agem, pensam e emitem opiniões diferentes da minha.
Do mais triste que se tem visto por aí, nos debates contra ou a favor dos casamentos homossexuais, é a divisão entre aqueles que supostamente são bonzinhos e os que são mauzões! Patético! Não sejamos irracionais, nem hipócritas! Não caiamos na tentação de esgrimir argumentos, que em nada contribui para esclarecimento dos que não conhecem ou convivem com homossexuais. A maior parte das vezes a descriminação resulta da ignorância, da falta de convivência. Isto, não é uma questão de modas, a moda do politicamente correcto (se há coisa que me irrita são os gajos do politicamente correcto, parecem carneirinhos sem qualquer espírito critico) que nos impede de ver as coisas como elas são. Devemos estar contra a descriminação, esta tanto pode ser de raça, género, sexual ou ideológica (esta parece-me mais comum do que imaginaríamos à partida).

Sou mais facilmente a favor da adopção por parte dos homossexuais, do que do casamento. Acredito que os homossexuais são pessoas, perfeitamente capazes de criar e amar uma criança exactamente como qualquer outro ser humano. Quanto ao casamento tenho algumas dúvidas, que nada tem a ver com descriminação mas com a forma como encaro o casamento. Confesso, sou conservadora quanto ao casamento e acredito que é algo sagrado entre um homem e uma mulher. A minha dúvida relativamente aos casamentos homossexuais é exactamente o mesmo quanto ao casamento entre heterossexuais que casam num sábado e na segunda-feira estão separados (como um casal que conheço). Caiu-se na vulgarização do casamento.

Há um argumento por parte dos que são a favor, que me faria votar sim se isto fosse um referendo, quando dissem que “a for aceite um casamento entre 2 pessoas do mesmo sexo a sociedade vai descriminar menos. Pobres de espírito, aqueles que necessitam que o estado lhes diga como tratar outro ser humano, mas infelizmente é assim que funciona.
Quanto aos argumentos de índole de justiça, concordo que seria uma questão de se mudar a lei. Afinal foi o que fizemos com as uniões de facto.

Também considero que ser-se homo ou heterossexual não é uma questão de opção, simplesmente nasce-se assim, mas claro que posso estar enganada. Não sou homossexual por isso não posso falar na primeira pessoa.

À uns anos um amigo confessou-me que era homossexual. Até então, nunca tinha pensado seriamente no que implicava ser homossexual. Nessa noite não dormi, tive medo que a nossa relação mudasse, tive medo de não ser capaz de me comportar normalmente com ele e sobretudo tive medo por ele. No dia seguinte encontramo-nos enquanto fazíamos compras e havia nervosismo dois lados, enquanto conversávamos de tudo excepto, do assunto que ambos tínhamos em mente. A partir desse dia tudo voltou ao normal, afinal ele era o meu amigo de sempre. Um excelente ser humano, amigo dos seus amigos e também muito conservador em determinados assunto (muito mais do que eu! Espantem-se!). Com isto percebi, que um homossexual, não é uma ave rara que é do contra e gosta de chocar as “boas famílias”. É simplesmente alguém que ama outra pessoa do mesmo sexo.


publicado por perolasemissangas às 22:03 | link do post | comentar

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